BÊNÇÃO DO TÚNEL DA VARIANTE FERROVIÁRIA.

Vila do Conde [Portugal] Sexta-Feira, Junho 27, 2008

BÊNÇÃO DO TÚNEL DA VARIANTE FERROVIÁRIA.


Uma cerimónia de bênção de duas imagens de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, feita pelo pároco de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa serviu de mote para a visita do presidente da Câmara Municipal da Trofa e dos vereadores às obras do túnel da variante ferroviária.

Depois da "vitória política" referente à publicação em Diário da República do concurso público para a construção do túnel, da variante Ferroviária da Linha do Minho, anunciada em 2006 pelo Governo, Bernardino Vasconcelos teve oportunidade de ver já "obra em curso", na passada quinta-feira, em Paradela, S. Martinho de Bougado.

Com conclusão prevista para 2010, esta obra foi avaliada em 20.601.714,00 euros e é considerada como um dos factores fundamentais para o desenvolvimento da Trofa.

A visita foi complementada com uma cerimónia de bênção de duas imagens de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, feita pelo pároco de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa.

Depois da bênção Bernardino Vasconcelos interveio para desejar "boa sorte a todos os trabalhadores que iniciaram esta grande obra para o concelho". O edil referiu que a obra "tem os seus perigos", mas preferiu palavras de apoio aos colaboradores para que "nada aconteça a não ser o prazer da obra feita".

Segundo o presidente da autarquia, a empreitada tem um alcance que "as pessoas não imaginam, porque daqui a cem anos não terá os mesmos problemas que tem a actual linha de caminho-de-ferro". Esta obra "do futuro" vai fazer com que a Linha do Minho saia do centro da Trofa e permita que se construa, juntamente com o Parque Dr. Lima Carneiro e Nossa Senhora das Dores, a "sala de visitas" do concelho.

O túnel já está em execução, falta agora começarem as obras para a linha de caminhos-de-ferro à superfície. Vasconcelos anunciou que foi lançado o concurso para esta parcela da empreitada, na passada quarta-feira, e as obras serão precedentes de restabelecimentos rodoviários para "criar o menor constrangimento possível".

"É o nosso ponto de referência. A Trofa com esta obra, com o metro e com as variantes rodoviárias, vai sofrer um desenvolvimento extraordinário num período de dez anos", sublinhou.

Sobre a vinda do Metro, o presidente confirmou a reunião com o presidente da comissão da Metro do Porto, que "mostrou vontade de começar esta obra o mais depressa possível". No entanto, "há procedimentos a decorrer, nomeadamente a finalização do projecto que já está entregue, passando depois pelo concurso e a conclusão da obra", que está também prevista para 2010. "Em Abril as obras poderão já estar no terreno", afirmou.

Sobre o número de vias que terá o Metro, Vasconcelos garantiu que "qualquer que seja o projecto, há sempre o espaço para o canal de via dupla", concluiu.

Fonte: O Noticias da Trofa

David Parelho
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# Enviado em Sexta 27 Junho 2008 18:14

FURTAVAM COFRES DAS ESTAÇÕES DO METRO DO PORTO.

Vila do Conde [Portugal] Sexta-Feira, Junho 27, 2008

FURTAVAM COFRES DAS ESTAÇÕES DO METRO DO PORTO.


A Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto pôs termo à actividade de um grupo que nos últimos tempos se vinha dedicando ao furto dos cofres das máquinas de venda de bilhetes das estações do metro.

Foram detidos quatro jovens e identificados outros dois, por suspeitas de um total de 53 assaltos, cometidos em 36 dias e com um "rombo" na ordem dos 70 mil euros.

De acordo com informação policial, os assaltantes atacavam durante a noite e início da manhã, tendo como alvo estações instaladas nos concelhos do Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. A Linha Vermelha (ligação entre a Póvoa de Varzim e o Porto) foi a mais procurada pelo grupo. Para arrombar as portas das máquinas e chegar aos cofres com o dinheiro, eram utilizadas ferramentas e barras de ferro.

A PSP sublinhou, ontem, em comunicado, que, além do produto do furto (os 70 mil euros), os assaltos provocaram "elevados danos directos e indirectos" no serviço do metro. Já havia, há algum tempo, referências quanto aos possíveis autores dos furtos. A PSP avançou, nos últimos dias, para a operação, que contemplou duas buscas domiciliárias na zona do Porto. Foram recuperados seis dos cofres furtados do interior das máquinas e apreendida uma viatura que os jovens costumavam utilizar nos assaltos.

Três dos detidos ficaram em prisão preventiva, depois de presentes a tribunal para primeiro interrogatório. Recentemente, a PSP desmantelou uma rede que furtava estruturas em cobre, também na linha do metro.

Fonte: Jornal de Noticias

David Parelho
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# Enviado em Sexta 27 Junho 2008 18:12

POLÍTICA: A LUTA DOS FERROVIÁRIOS DO SUL NOS ANOS 50.

Vila do Conde [Portugal] Quinta-Feira, Junho 26, 2008

POLÍTICA: A LUTA DOS FERROVIÁRIOS DO SUL NOS ANOS 50.


Durante muitos anos a organização dos ferroviários do Sul ressentiu--se da tremenda repressão desencadeada sobre o anarco-sindicalismo, que tanto tinha influenciado a sua luta sindical, até à acção revolucionária frustrada em 18 de Janeiro de 1934. A complexa transição ideológica e a opressão nas Oficinas do Barreiro, explicam o recuo notório de uma classe aguerrida, notadamente na altura da grande luta de 1943, à qual não aderiu.

Pouco a pouco porém, os homens dos caminhos de ferro do sul, libertam-se da herança radicalista que confundia a luta económica com a luta política, e influenciados pela nova filosofia comunista, assumem uma nova atitude reivindicativa assente numa linha unitária e de massas.

Aliando as acções junto do sindicato corporativo (na mão de fantoches nomeados como Martins, Olímpio e outros), com o trabalho de organização política clandestina, preparam outras iniciativas de maior envergadura.

É deste tempo a história de coragem e abnegação do ferroviário de origem alentejana, Hermenegildo Correia, ingressado nos quadros clandestinos do PCP, que morreu num acidente de mota quando desempenhava tarefas de agitação política no centro do país. Foi então organizada uma acção de solidariedade, sobretudo entre os trabalhadores da CUF, para apoiar a viúva e dois filhos menores a viverem no Bairro das Palmeiras.

Em anos sucessivos, 1950, 52 e 53, os homens das ferrovias organizam concentrações na sede do Sindicato (sempre na Casa dos Ferroviários), nomeiam uma comissão de representantes, entregam um caderno com as principais exigências da classe, elaboram um abaixo assinado com 135 assinaturas protestando a melhoria das condições de vida e de trabalho, e enviam uma exposição ao Ministério das Corporações no mesmo sentido.

Apesar de alguma expectativa nos primeiros tempos da ditadura militar, a classe ferroviária foi perdendo condições de subsistência ao longo dos tempos do chamado “Estado Novo”, conquistadas duramente nos primeiros anos da República, mau grado as promessas reiteradas pelo governo salazarista e os protestos realizados pelas mais diversas vias.

Muitas vezes são os próprios apaniguados do regime a dirigirem apelos patéticos a Salazar, a quem chamam o “ferroviário número 1”, queixando-se amargamente dos administradores incompetentes. O ditador “manholas”, que nomeava as administrações, fazia acreditar através de próceres e serventuários, que a culpa era de facto dos “maus” administradores da CP.

Depois de muitos anos de promessas e adiamentos, em 1955 foi finalmente assinado com pompa e circunstância pelo Ministro das Corporações, o novo Contrato Colectivo de Trabalho. Para grande frustração da maioria dos trabalhadores ferroviários, o novo contrato dava com uma mão e tirava com a outra. Rapidamente os homens dos comboios do Sul, organizam uma exposição com 600 assinaturas, entregando-a no Sindicato, para transmitir superiormente o protesto contra as condições impostas pelo novo contrato.

Como invariavelmente acontecia, o poder político não respondeu à exposição-protesto. Os trabalhadores das Oficinas do Barreiro, já com um trabalho notável de organização política no segredo da clandestinidade, decidem radicalizar a luta. No dia 10 de Janeiro de 1956, com o coração quente mas muito frio na Natureza, paralisam o trabalho às nove horas da manhã e concentram-se junto à direcção das Oficinas, reclamando contra as condições do novo contrato de trabalho imposto pelo Ministério.

Esfalfam-se contramestres e chefes de brigada tentando dissuadir os operários: “Se o senhor director vê isto, põe todos na rua!”

– Se põe todos na rua, quem repara os comboios? – intervém Ricardo Vale, saltando para cima de uma bancada. Sobem outros trabalhadores (Fera, Lobato, Caeiro) exortando à paralisação total e argumentando: “Como não responderam à nossa exposição, vimos aqui directamente para nos ouvirem!”.

A direcção chama a PIDE e a GNR. Aumenta a revolta dos operários, a paralisação é completa, a concentração mete respeito, os agentes da polícia de Salazar ficam à distância com o “rabinho entre as pernas”. O director recebe uma delegação e promete transmitir imediatamente o teor das reivindicações à administração da CP:

– Se não nos atenderem, voltaremos a parar! – ficava o aviso sério dos representantes, muito combativos. Algumas cláusulas da Portaria do novo CCT, foram posteriormente alteradas, no sentido exigido pelos trabalhadores.

Foi lento e doloroso o processo de transformação da orientação anarco-sindicalista, profundamente arreigada nos ferroviários, que concebia a luta económica e sindical como motor da transformação política. A orientação comunista emergente a partir dos anos 30, releva os sindicatos como organizações importantes na defesa dos interesses imediatos/mediatos, mas não os confunde com a acção política organizada reservada à vanguarda – o Partido – a quem cabe o papel fundamental na luta pela transformação da sociedade.

No final da década, os ferroviários do Sul estão cientes da justeza dessa orientação, com influência decisiva na classe, que desencadeia uma nova e aguerrida fase da sua luta; 1958 é um ano de grande animação política nos meios ferroviários. Chovem petições, exposições, memorandos, cartas, telegramas, dirigidos ao Ministério das Corporações e à Presidência do Concelho, falando do “pesado mal-estar, da descrença, da revolta e indignação de muitos milhares de membros da família ferroviária”, e... “dos sindicatos que nada fazem por não terem de há muito, direcções que exprimam o sentir e a vontade da classe”. As contradições do sistema agitavam até os seus correlegionários.

Nesse ano de 1958, no Barreiro, milhares de trabalhadores da ferrovia, apoiam a candidatura de Arlindo Vicente e depois de Humberto Delgado. No dia 29 de Maio, a direcção das Oficinas tenta impor o trabalho extra, normalmente facultativo, sob ameaça de processo disciplinar. Dezenas de operários não aceitam a imposição e juntam-se a partir das 17 horas à manifestação de apoio à candidatura democrática.

Em Janeiro de 1959, numa concentração junto à Casa dos Ferroviários, na rua Almirante Reis, estão dezenas de homens das ferrovias entregando seis centenas de assinaturas, a solicitar a convocação de uma Assembleia Geral para propor e discutir o aumento dos salários há muito degradados.

Em Fevereiro e em Março de 1961, voltam a fazer-se concentrações no mesmo sentido, com a vigilância por perto da GNR, até que nos finais do ano é aprovada a revisão do ACT. Contempla algumas exigências, mas suscita de imediato descontentamentos, remanescentes da primeira aprovação em 1955, por não resolver questões essenciais como o aumento geral dos vencimentos, o que faz prever um novo ciclo de lutas a curto prazo. Os homens dos comboios vão entrar na década de 60, activos como sempre!

Texto: Armando Sousa Teixeira

Fonte: O Rio – Noticias da Moita e Região

David Parelho
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# Enviado em Quinta 26 Junho 2008 20:20

LINHA DA BEIRA BAIXA – CONCURSO PÚBLICO.

Vila do Conde [Portugal] Quinta-Feira, Junho 26, 2008

LINHA DA BEIRA BAIXA – CONCURSO PÚBLICO.


Empreitada de Renovação Integral da via entre os km 178,400 e 188,500 no concelho de Belmonte.

Foi publicado no Diário da República, nº 116, 2ª Série, de 18 de Junho, o anúncio do concurso público da empreitada de renovação integral da via entre os km 178,400 e 188,500, da Linha da Beira Baixa.

Com um preço base de 3 994 899,30 euros e um prazo de execução de sete meses, a contar da data de consignação, esta empreitada envolve a realização das seguintes intervenções:

. Levantamento da super-estrutura da via existente,

· Assentamento de via e de três aparelhos de mudança de via, em carril 60 E1,

· Construção de maciços de catenária,

· Melhoria das condições de drenagem da plataforma da via,

· Alargamento pontual do perfil transversal da via,

· Prolongamento e alteamento das plataformas de passageiros da estação de Belmonte e do apeadeiro de Caria.

O prazo de recepção das propostas termina às 17h00 de 28 de Julho próximo, estando marcada para o dia imediato a sua abertura pública.

David Parelho
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# Enviado em Quinta 26 Junho 2008 20:18

PASSAGEM DE TGV PREVÊ DEMOLIÇÃO DE 200 CASAS.

Vila do Conde [Portugal] Quinta-Feira, Junho 26, 2008

PASSAGEM DE TGV PREVÊ DEMOLIÇÃO DE 200 CASAS.

VILA NOVA DE GAIA: CÂMARA MUNICIPAL EXIGE MAIS TROÇOS ENTERRADOS, NOVA PONTE SOBRE O RIO DOURO E ESTAÇÃO EM LABORIM.

A passagem do TVG em Gaia determinará a demolição de cerca de 200 casas. Os dois corredores, apontados pela RAVE, cruzam oito freguesias e a maioria do trajecto é feito à superfície. A Câmara recusa que o concelho seja dividido a meio.

O vice-presidente da Autarquia, Marco António Costa, não tem dúvidas de que os traçados preliminares da linha de alta velocidade Lisboa-Porto são um "atentado à integridade territorial" de Gaia e à "qualidade de vida da população". Os corredores possuem 400 metros de largura e 13,8 quilómetros de extensão, sendo que menos de cinco quilómetros serão em túnel e só três em viaduto.

Ambos os traçados passam pelas freguesias de Santa Marinha, Oliveira do Douro, Mafamude, Vilar do Paraíso, Canelas, Serzedo e Grijó. A solução A prevê, ainda, a passagem por Gulpilhares, enquanto a solução B segue por Perosinho. O ruído é uma preocupação. O TGV cruzará algumas zonas densamente povoadas à superfície e cortará a rede viária.

"O traçado tornar-se-á num obstáculo físico à integridade territorial do concelho. Preferíamos que fosse privilegiada a circulação em túnel. Estamos a falar de freguesias onde residem 60% dos moradores do núcleo urbano do município", atenta Marco António Costa, acompanhado nas críticas pelos presidentes das freguesias afectadas (que participaram na reunião com a RAVE) e pelos partidos de Oposição.

A par da defesa de mais troços enterrados, o vice-presidente considera que o TGV deve ter uma paragem condigna em Gaia. A estação deverá ficar no futuro interface de Laborim, onde existirá um terminal rodoviário de transportes públicos e uma estação de metro, entre outras valências.

"Por que razão é que a estação não é repensada para fazer o investimento naquela zona? A aproximação do Porto obriga-o a circular a uma velocidade muito baixa. Penso que, por isso, não haveria objecção numa paragem em Laborim", sublinha o autarca, lembrando que aquele interface servirá, também, os concelhos a Sul de Gaia, como Santa Maria da Feira e S. João da Madeira.

Outra preocupação reside no aproveitamento da Ponte de S. João para a alta velocidade. Não se conforma com o tratamento desigual de Gaia e do Porto em relação a Lisboa. "É inaceitável que o Porto fique sempre pelo remedeio, enquanto Lisboa recebe as novas obras e as soluções de fundo. O que mais precisa o rio Douro é de mais pontes de ligação entre o Norte e o Sul", acrescenta. A nova travessia deveria ter uma componente rodoviária.

Há outro aspecto em que Gaia recusará ser tratada como um município de segunda e exige igual tratamento ao do Porto e ao de Lisboa. "No que toca aos restabelecimentos da rede viária e aos impactos negativos na vida da população, exigimos a mesma qualidade que é garantida no Porto e em Lisboa. Nós não somos contra o desenvolvimento, porém não aceitamos que seja feito contra o respeito pela comunidade", explica o autarca, que mantém a expectativa quanto à disponibilidade da RAVE para corrigir o traçado.

Em breve, a Câmara constituirá uma comissão técnica, que integrará as juntas de freguesia, para estudar medidas que minorem os impactos negativos do TGV no concelho. Independentemente das negociações com a RAVE, esse documento será apresentado durante o período de consulta pública do estudo de impacto ambiental da construção da linha.

Fonte: Jornal de Notícias

David Parelho
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# Enviado em Quinta 26 Junho 2008 20:16