LINHA DO SABOR.

Vila do Conde [Portugal] Segunda-Feira, Junho 30, 2008

LINHA DO SABOR.

O PERCURSO DE NATUREZA DA LINHA DO SABOR – GR24.


A linha ferroviária do Sabor remota ao primeiro quartel do Século XX, destinada inicialmente a escoar o minério de ferro extraído em Reboredo, constituía o principal meio de transporte de pessoas e mercadorias entre o Planalto Mirandês e o litoral. Suspensa na década de 80, este percurso permite atravessar por via pedonal ou em BTT uma área de elevada importância paisagística e ecológica, contactando com diversos elementos da paisagem, da geologia, da flora, da fauna e do património arquitectónico desta Área Protegida.

DESCRIÇÃO DO PERCURSO GR24.

O percurso completo pode iniciar-se na Estação de Duas Igrejas, seguindo tudo para sul, ou na Estação de Freixo de Espada à Cinta, seguindo tudo para norte. A extensão total é de 62 km sendo facilmente percorrido em 1 dia (BTT) ou 2 dias de jornada (a pé), através da própria via ferroviária ou por caminhos vicinais que lhe são paralelos sempre que essa via não se encontre transitável devido ao crescimento de vegetação ou existência de amontoados de terra ou gravilha. Caso deseje realizar um passeio mais curto pode escolher um qualquer troço da linha ferroviária entre estações (todas possuem acesso a estrada).

PERCURSOS ALTERNATIVOS.

Na região em redor do GR24 existe um conjunto de outros sugestivos percursos (Antiga Via Romana próximo de Duas Igrejas;freguesia de Picote, serras de Mogadouro, Linha do Sabor de Freixo de Espada à Cinta até Pocinho, etc.) que presentemente não são caracterizados nem sinalizados, devendo o visitante munir-se de cartografia à escala 1/25000 e obter informação nas localidades próximas. Relativamente aos outros percursos de natureza dentro do Parque Natural do Douro Internacionalsugerimos que contacte esta área protegida.

RECOMENDAÇÕES.

Não realize percursos pedestres sozinho
Use roupa e calçado confortável
Nos períodos mais frios e chuvosos, use roupa quente e impermeável
Leve sempre água e alimentos para percursos mais longos
Não se aproxime dos precipícios
Utilize apenas os caminhos públicos, preferencialmente os sinalizados


ATENÇÃO.

Evite o ruído e a perturbação da fauna, pois, para além de ser prejudicial para algumas espécies, dificulta a sua observação (a aproximação a ninhos é proibida)
Ajude-nos a manter o parque limpo, leve o lixo consigo até ao contentor mais próximo
O fogo pode ser muito perigoso, por favor não faça lume tenha cuidado com as beatas dos cigarros.


A REDE DE PERCURSOS DE NATUREZA DO PARQUE DO DOURO INTERNACIONAL.

O Parque Natural do Douro Internacional, classificado em 1998, localiza-se no Nordeste do país, abrangendo os vales escarpados dos rios Douro e seu afluente Águeda, assim como uma ampla faixa planáltica. Nesta superfície de 85 000 ha concentra-se um conjunto notável de valores paisagísticos, naturais e socio-culturais, que esta Área Protegida quer salvaguardar mas também promover em termos de educação ambiental e de turismo de Natureza. Nesse âmbito foram identificados, diversos percursos de Natureza (Pequenas Rotas e Grandes Rotas), a partir de antigos trilhos e caminhos públicos, que estão agora homologados pela Federação Portuguesa de Campismo e possuem sinalização no terreno.

PAISAGEM/VEGETAÇÃO.

O percurso atravessa uma porção considerável de paisagem rural característica do Planalto Mirandês com lameiros, carvalhais, sobreirais, terrenos cerealíferos, distribuídos de uma forma que alguns autores designam por Paisagem de Bocage. Esta configuração em mosaico resulta da alteração do coberto vegetal primitivo através de um sistema de aproveitamento agro-pecuário extensivo, constituindo um verdadeiro modelo de utilização sustentável dos recursos silvestres.

GEOLOGIA.

A linha férrea do Sabor, entre as estações de Freixo de Espada à Cinta e Duas Igrejas, apresenta um excelente corte geológico nas litologias mais características do NE transmontano (rochas metassedimentares, nomeadamente xistos e quartzitos da idade câmbrica e ordovícica em quase todo o percurso); granitos (ex: Bruçó); depósitos detríticos conglomeráticos a argilosos de idade miocénica (ex: imediações de Sendim). O seu traçado percorre uma extensa superfície aplanada, entre as cotas de 750 e 800 m, correspondente em termos geomorfológicos à superfície Fundamental da Meseta. Ao longo do seu trajecto a via férrea contorna algumas elevações, que atingem cerca de 1000 m, correspondendo a rochas quartzíticas (Serra do Variz) deixadas em relevo por erosão diferencial.

FAUNA.

Ao longo desse percurso é possivel observar diversas espécies da fauna desta região, principalmente as aves associadas a biótopos agro-florestais, entre as quais assinala-se Milhafre-real, o Açor, o Tartaramhão-caçador, o raro Sisão, a Poupa, os corvídeos, o Torcicolo, o Peto-verde, o Pica-pau-malhado-grande, as felosas, etc. Em termos de mamíferos silvestres regista-se a presença do Javali, do Corço e do Lobo. Dada a proximidade com as "arribas" do Douro é comum observar as grandes aves de rapina casos do Grifo, Abutre do Egipto e Águia-real.

ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS.

Presença de elementos notáveis da arquitectura ferroviária (em todas as estações e apeadeiros) e da arquitectura tradicional (cruzeiros, pombais, picotas, fontenários, capelas e casario antigo nas diversas povoações ao longo da ferrovia). Na zona norte do percurso ( a partir dos arredores da estação dos Urrós) existe um caminho vicinal designado por Antiga via Romana, paralelo em alguns troços, que segue depois de Duas Igrejas até à raia Espanhola.

Fonte: Nordeste Digital

David Parelho
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# Enviado em Segunda 30 Junho 2008 18:45

AUTARCAS DESTACAM IMPACTES NO URBANISMO E AMBIENTE.

Vila do Conde [Portugal] Segunda-Feira, Junho 30, 2008

AUTARCAS DESTACAM IMPACTES NO URBANISMO E AMBIENTE.


A instalação de um metro ligeiro de superfície no Ramal da Lousã e na cidade de Coimbra trará «impactes positivos» no ambiente e na malha urbana dos concelhos abrangidos, na opinião de diversos autarcas.

Para os presidentes das câmaras de Coimbra e Miranda do Corvo, Carlos Encarnação e Fátima Ramos, do PSD, a requalificação urbana, juntamente com a melhoria das condições de mobilidade da população, são as principais vantagens do projecto, que se arrasta há pelo menos 12 anos.

Também contactado pela Lusa, o presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, eleito pelo PS, escusou-se a falar deste assunto.

A Metro Mondego, empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 1994 para resolver o problema do sistema de transportes do Ramal da Lousã - com composições a diesel, já obsoletas - congrega o Estado, como accionista maioritário (53 por cento), os municípios de Coimbra, Miranda e Lousã (cada um com 14 por cento), além da CP e da REFER, estas com participação minoritária.

Mais tarde, equacionou-se a criação de circuitos urbanos (além do projecto inicial entre Coimbra e Serpins), para suportar financeiramente o resto do projecto, no Ramal da Lousã.

Salientando que o maior impacto do projecto será a «requalificação do centro histórico da Baixa e da zona entre as duas estações» (Coimbra-Parque e Coimbra B), Carlos Encarnação destaca ainda os ganhos ambientais com a electrificação da linha.

O autarca social-democrata avisa, no entanto, que os critérios de exploração do projecto devem «ser muito bem» definidos e que o Governo deve cobrir o défice de exploração provocado pelos trajectos onde a «procura é mais reduzida».

Na sua opinião, «alguma coisa tem de ser feita para se promover o equilíbrio do projecto», salientando que «não tem sentido que a exploração fique só a cargo das câmaras».

Encarnação lembra que tal equilíbrio assenta «nos percursos urbanos e que, à medida que a linha se distancia da cidade, a procura do metro é mais reduzida», com troços a não terem viabilidade económica, como entre Lousã e Serpins, onde termina a via-férrea.

«Os critérios de exploração do projecto devem ser muito bem definidos e o Governo deve cobrir o défice de exploração provocado pelos trajectos onde a procura é mais reduzida», salienta o edil, que recusa suportar os défices de exploração, como acontece com os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

Fátima Ramos, presidente da autarquia de Miranda do Corvo, considera que a «concretização do metro vai ter um impacto muito positivo ao nível do crescimento urbano e populacional dos concelhos servidos» pelo projecto.

«Julgo que é importante que todas as entidades, do sector privado, municípios e do Governo procedam aos investimentos necessários para que exista melhor qualidade de vida», salienta.Rejeitando que Miranda e Lousã se transformem em dormitórios de Coimbra, Fátima Ramos defende a existência de apoios públicos aos investimentos no comércio, indústria e serviços, que os tornem mais competitivos e lhe garantam «vida própria».

Para a autarca do PSD, «o processo de modernização da linha, com introdução de novos veículos de transporte, deverá corresponder à melhoria da qualidade de vida, boa integração urbanística e melhor ambiente».

«A nossa autarquia está a trabalhar para que esse objectivo seja possível. Temos neste momento a concurso a requalificação de uma zona localizada próximo da linha, a construção de um novo centro educativo e estamos a investir num excelente pólo de lazer na Quinta da Paiva», adiantou.

No entanto, a autarca continua a defender que «se a solução fosse a manutenção da bitola [ibérica, assegurando a ligação à Rede Ferroviária Nacional], o processo decorreria de forma mais célere e com menos transtornos para as pessoas».

«Os especialistas desta área que têm assessorado os sucessivos governos têm considerado, contudo, que o processo ganha sustentabilidade financeira com a substituição da bitola ibérica e a introdução da bitola europeia [via 'standard', mais reduzida]», sublinhou.

Em Serpins, no extremo do Ramal da Lousã, o presidente da Junta de Freguesia, Augusto Simões, do PS, mostra-se esperançado de que o projecto do metro traga ainda mais progresso à localidade.

«A linha-férrea já nos trouxe desenvolvimento, mas espero que este novo sistema contribua ainda mais para o nosso crescimento e seja um transporte mais rápido e mais cómodo», disse à agência Lusa.

ÁLVARO MAIA SECO ANTEVÊ SALTO QUALITITATIVO.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Metro Mondego, Álvaro Maia Sêco, destacou também os impactos ao nível do urbanismo que o projecto vai trazer, dado «o grande cuidado na integração funcional das estações com a envolvente e o novo desenho urbano dos apeadeiros».

«O nosso projecto surge como catalisador da requalificação das zonas envolventes, contribuindo a médio e longo prazo para o ordenamento dos territórios envolvidos», frisou o especialista em transporte, professor no departamento de Engenharia na Universidade de Coimbra.

Álvaro Maia Sêco antevê que dentro de «10, 15 ou 20 anos» haja alterações substanciais no ordenamento dos territórios atravessados pelo metro, tendo para isso as autarquias que «rever planos e instrumentos de planeamento urbano».

«Assim será possível um salto qualitativo muito grande no ordenamento», frisou.

Ao nível ambiental, o presidente da Metro Mondego destaca a substituição de unidades movidas a diesel, como acontece actualmente no Ramal da Lousã, por um sistema eléctrico, que deixará de poluir e poderá aproveitar as energias renováveis que o país já produz.

Por outro lado, acrescenta, o novo sistema deverá desviar muitos automobilistas que passarão a utilizar o metro, que deverá também contribuir para o incremento das actividades económicas através da melhoria das ligações e da mobilidade das pessoas.

Segundo a Metro Mondego, a modernização da linha vai desenvolver-se em três empreitadas, com o lançamento dos concursos públicos em Julho (Serpins- Miranda do Corvo), Setembro (Miranda do Corvo-Alto de S. João) e Outubro deste ano (Alto de S. João-Coimbra Parque), mas com os troços a entrarem em funcionamento todos ao mesmo tempo.

Por definir está o concurso entre Coimbra Parque e Coimbra B, que deverá ser lançado uns meses depois e entrar em funcionamento também mais tarde.

Durante a realização dos trabalhos na ferrovia, a Metro Mondego já alertou para a «inevitabilidade» de se proceder ao encerramento da linha por um período de dois anos, que será compensada com transportes alternativos com «a melhor qualidade possível», para não se perder passageiros no futuro.

Hoje, o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã efectua uma viagem de autocarro entre Coimbra e Serpins, ao final da tarde, em hora de ponta, para os utentes verificarem «o inferno rodoviário» que serão os transportes alternativos quando a linha for encerrada.

Fonte: Diário de Coimbra

David Parelho
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# Enviado em Segunda 30 Junho 2008 18:40

METRO MONDEGO JÁ TRANSFORMA CENTROS URBANOS.

Vila do Conde [Portugal] Segunda-Feira, Junho 30, 2008

METRO MONDEGO JÁ TRANSFORMA CENTROS URBANOS.

ALVO DE POLÉMICAS, O METRO MONDEGO PERMITIU JÁ ALGUMAS RENOVAÇÕES URBANÍSTICAS.


A Câmara de Coimbra, após ter rejeitado o futuro traçado urbano do metro na Solum, acaba de aprovar a localização das paragens no único troço do projecto que não pode suscitar dúvidas na cidade: o centenário ramal ferroviário da Lousã.

Carlos Encarnação, presidente da Câmara de Coimbra, a principal autarquia envolvida no projecto, reclama que o Governo garanta por escrito que a electrificação será realizada, de uma só vez, em todo o trajecto do Ramal da Lousã.

A Câmara, de maioria PSD-CDS-PPM, quer que a electrificação, a 750 voltes, não pare em Coimbra-Parque, reivindicando que chegue em simultâneo a Coimbra B. O presidente da Metro Mondego, Álvaro Maia Seco, tem afirmado que a electrificação da via-férrea em toda extensão não está em causa.

As obras deverão arrancar em 2009 e demorar pelo menos dois anos, prevendo a empresa que os primeiros veículos “tram-train” comecem a circular em 2011.

No dia 16, 48 horas depois de uma visita do primeiro-ministro a Coimbra, Encarnação voltou a exigir que o executivo de José Sócrates assuma aquele compromisso «preto no branco».

A Câmara Municipal não deixou de aprovar, nesse mesmo dia, as paragens urbanas e suas designações.

Encarnação recusa ainda que sejam as câmaras a cobrir os défices de exploração do metro, como acontece em Coimbra com os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC).

Em Maio, os SMTUC inauguraram um novo itinerário de trólei, ligando a Alta e a Solum, zona onde deverá passar também o metro, segundo o traçado chumbado há três meses pela autarquia.

Numa revista editada para assinalar os 100 anos da municipalização dos transportes urbanos, Encarnação realça que, apesar do «difícil equilíbrio entre serviço público e sustentabilidade», os SMTUC «tratam de modo especial os cidadãos com maior fragilidade económica».

Na Baixa, a Cooperativa Agrícola quer construir um novo edifício, mas espera pelo licenciamento há seis anos, já que a Câmara faz depender a sua decisão do futuro do metro, que ali ligará em “T” à ferrovia.

Favorável a um transporte urbano do tipo metro de superfície, o gerente da instituição, Joel Figueiredo, afirma à Lusa que a Câmara «não tem demonstrado vontade» de atender a pretensão da Cooperativa e lembra que, ali ao lado, o prédio da Loja do Cidadão foi construído prevendo a passagem do metro.

Augusto Paulo, antigo director do jornal “Mirante”, de Miranda do Corvo, teve sempre, nestes 15 anos, uma posição crítica face ao metro.

«Vai ser um estorvo para o trânsito em Coimbra, uma cidade de ruas estreitas e inclinadas», vaticina, rejeitando que o comboio dê lugar ao metro no Ramal da Lousã.

O fabricante do “Licor Beirão”, José Redondo, da Lousã, preconiza o regresso do transporte de mercadorias à ferrovia local.

Vera Silva é dona do café “O Trem”, junto à estação ferroviária de Miranda, tendo como clientes pessoas que utilizam o comboio. «A maioria delas dizem que o metro será mau», designadamente «ao nível financeiro», declara à agência Lusa.

Mas Álvaro Maia Seco, presidente da Metro Mondego, tem afirmado que será mantida a natureza social do serviço de transporte.

Fonte: Diário de Coimbra

David Parelho
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# Enviado em Segunda 30 Junho 2008 18:39

MOVIMENTO ENTREGOU ABAIXO-ASSINADO EXIGINDO ESTUDO ALTERNATIVO AO METRO MONDEGO.

Vila do Conde [Portugal] Segunda-Feira, Junho 30, 2008

MOVIMENTO ENTREGOU ABAIXO-ASSINADO EXIGINDO ESTUDO ALTERNATIVO AO METRO MONDEGO.


Um abaixo-assinado com quatro mil assinaturas foi entregue pelo Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) no Governo Civil de Coimbra, exigindo um estudo alternativo ao projecto de metro previsto para a linha.

“Não tramem a nossa linha” ou “Não danifiquem electrifiquem” eram alguns dos cartazes que os cerca de meia centena de utentes empunhavam na entrega de uma petição do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) a exigir ao Governo um estudo alternativo ao projecto de metro previsto para a linha.

O abaixo-assinado exige que não «se avance para nenhuma transformação, sem que haja um estudo sobre os custos e benefícios para os utentes», entre electrificar o Ramal e colocar novo material circulante e a instalação de um metro ligeiro de superfície.

Isabel Simões, do MDRL, disse que o resultado da petição é «imprevisível», mas mostrou-se esperançada num recuo do Governo, à semelhança do que aconteceu no projecto da Ota ou no encerramento das urgências de Anadia.

O abaixo-assinado tem como primeiro destinatário o primeiro-ministro, seguindo-se o presidente da Assembleia da República, Câmaras Municipais de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo e à administração da sociedade Metro Mondego.

«Se for necessário vamos para a rua. Temos o exemplo de Anadia que saiu à rua quantas vezes foram necessárias para conseguir os seus objectivos», afirmou a activista depois de entregar o documento no secretariado do Governo Civil, face à ausência dos representantes políticos, no que foi acompanhada por cerca de meia centena de utentes.

«O que podemos garantir é que não vamos ficar por aqui. Vamos querer fazer chegar a nossa voz da maneira e da forma que for preciso», enfatizou Isabel Simões.A petição exige ainda que «qualquer alteração» garanta a «manutenção ou redução dos preços das tarifas cobradas, aumento da velocidade do transporte, número de lugares sentados, frequência do transporte, redução do impacto ambiental, manutenção da ligação à rede ferroviária nacional e a gestão pública do Ramal».

«Este ramal não tem investimentos de fundo por parte da CP e da REFER há mais de vinte anos», referem os promotores do abaixo-assinado, acrescentando que «pouco se conhece das alterações que se pretende», apesar de existirem «dados que poderão colocar em causa a manutenção do serviço prestado».

O movimento recorda que «o Ramal da Lousã transporta mais de um milhão de passageiros por ano e tem uma importância fundamental para os utentes que o usam, garantindo a sua deslocação para o trabalho, mas também o acesso aos mais variados serviços públicos como os estabelecimentos de Educação e de Saúde».

Para aquela linha, que liga Coimbra a Serpins (Lousã), e para a cidade de Coimbra, o Governo tem previsto a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo “tram-train” – com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais, designado por Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

Isabel Simões adiantou ainda à Lusa que, em data a designar, será efectuada uma viagem de autocarro entre o trajecto Coimbra e Serpins, ao final da tarde, em hora de ponta, para os utentes verificarem «o inferno rodoviário» que serão os transportes alternativos se a linha for encerrada por causa do projecto de instalação do metro.

Fonte: Diário de Coimbra

David Parelho
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# Enviado em Segunda 30 Junho 2008 18:37

CHINA VAI INAUGURAR EM AGOSTO DE 2008 O COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE MAIS RÁPIDO DO MUNDO.

Vila do Conde [Portugal] Sábado, Junho 28, 2008

CHINA VAI INAUGURAR EM AGOSTO DE 2008 O COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE MAIS RÁPIDO DO MUNDO.

TRANSPORTE MAIS VELOZ QUE O TGV FRANCÊS COMEÇA A FUNCIONAR EM AGOSTO DE 2008: O PREÇO GERA POLÉMICA.


O comboio de alta velocidade mais rápido do mundo, que liga a capital chinesa Pequim à cidade de Tianjin, onde serão realizadas algumas provas das Olimpíadas, vai transportar os seus primeiros passageiros em Agosto, com a abertura dos Jogos.

O anúncio foi feito pelo Ministério das Ferrovias. O comboio, que viaja a 350 km/h, batendo o recorde do TVG francês, vai percorrer em menos de 30 minutos os 120 quilómetros que separam as duas cidades olímpicas. Exatamente 25 minutos e 20 segundos, com uma redução de 75% no tempo de viagem.

- Ninguém pensava que teríamos terminado a obra em menos de dois anos, e ao invés disso estamos quase terminando - diz o presidente chinês, Hu Jiontao, que na quinta-feira inaugurou o novo meio de transporte. Hu também se mostrou muito satisfeito porque "grande parte da tecnologia usada foi desenvolvida na China".

O projeto do comboio está dentro do Programa Nacional para a Alta Velocidade, através do qual a China abandonou a tecnologia japonesa em favor da alemã, escolhendo a Siemens como seu parceiro pela sua "maior confiabilidade e conforto", declarou o engenheiro responsável pelo projeto, Sun Bangcheng.

Segundo a imprensa local, além da tecnologia o comboio dispõe também de estruturas capazes de garantir uma viagem agradável. O comboio deixará Pequim pela Estação Sul, que ainda está em fase de construção, cuja forma elíptica inspirada no Templo do Céu (monumento histórico da capital chinesa) representa a harmonia da cultura tradicional.

Os funcionários são treinados seja para entreter os passageiros com a máxima cortesia, inclusive em inglês, como para agir prontamente em qualquer adversidade. Recebem até cursos de karaté e de intervenção anti-terrorismo, uma das principais preocupações do governo para as Olimpíadas.

A qualidade não tem preço, afirmam as autoridades, mas muitos chineses não concordam. No centro da polémica está o preço das passagens. Ontem Sexta-Feira, as autoridades ferroviárias declararam públicamente que o preço de uma viagem não deve superar os 100 yuan (menos de R$ 40), tanto na primeira como na segunda classe. Um preço justo, afirmam, a partir do momento que um comboio de alta velocidade percorre o mesmo trecho em quase duas horas e custa metade do preço.

Mas a passagem de um comboio comum que liga a cada hora as duas cidades custa o equivalente a menos de um euro (R$ 1,60). Sem contar que a Estação de Pequim é muito mais cómoda do que a nova Estação Sul, mais distante do centro da cidade.

Uma série de factores que faz com que muitas pessoas temam que o comboio de alta velocidade seja mais uma hábil manobra publicitária do governo: útil para a imagem pública, mas não para os cidadãos.

Fonte: Jornal “ O Globo “

David Parelho
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# Enviado em Sábado 28 Junho 2008 19:44